Páginas que marcam
Os Livros da Nossa Vida
Cada livro que lemos deixa uma marca, seja pela emoção que desperta, pelas lições que ensina ou pelos mundos que nos apresenta. Alguns acompanham-nos por toda a vida, tornando-se parte de quem somos. Nesta seleção especial, reunimos obras escolhidas por colaboradores da Biblioteca – histórias que os inspiraram, emocionaram e deixaram uma lembrança duradoura.
Venha ao Piso 0 da Biblioteca e desfrute da seleção de livros que preparamos para si!
Boas Leituras!
Para mais informações contacte: agora@fe.up.pt
A Jangada de Pedra
Em A Jangada de Pedra (…) o escritor recorre a um estratagema típico. Uma série de acontecimentos sobrenaturais culmina na separação da Península Ibérica que começa a vogar no Atlântico
ler mais... , inicialmente em direção aos Açores. A situação criada por Saramago dá-lhe um sem-número de oportunidades para, no seu estilo muito pessoal, tecer comentários sobre as grandezas e pequenezas da vida, ironizar sobre as autoridades e os políticos e, talvez muito especialmente, com os atores dos jogos de poder na alta política. O engenho de Saramago está ao serviço da sabedoria.
...ler menos
A mãe
É um livro necessário. Muito operários participam no movimento revolucionário de um modo não consciente
ler mais... , espontâneo, e ler A Mãe ser-lhes-á de grande proveito. É um livro muito oportuno.
...ler menos
Americanah
Ainda adolescentes, Ifemelu e Obinze apaixonam-se. A Nigéria vive dias sombrios sob o jugo de uma ditadura militar e quem pode abandonar o país fá-lo rapidamente.
ler mais...Ifemelu, bela e ousada, vai estudar para os Estados Unidos. Para trás, deixa o país que limita os seus sonhos; a família, que adora; e Obinze, a quem chama Teto, um nome que testemunha uma intimidade absoluta e irrepetível.
Obinze, introvertido e meigo, planeava juntar-se-lhe, mas a América do pós-11 de Setembro fecha-lhe as portas. Sem nada a perder, ele arrisca uma vida como imigrante ilegal em Londres.
Anos mais tarde, na recém-formada democracia nigeriana, Obinze é um homem rico e poderoso. Nos Estados Unidos, Ifemelu é autora de um blogue de culto, onde publica textos provocadores sobre raça e identidade que, ironicamente, são o seu passaporte para a integração.
Mas há algo que nem a América nem o tempo conseguem apagar. Ifemelu sonha regressar à Nigéria, mas se o fizer, sabe que terá de reinventar uma linguagem comum com Obinze e reencontrar o seu lugar num país muito diferente daquele que guardou na memória.
Vencedor do National Book Critics Circle Award, Americanah parte de uma história de amor para dar vida a um romance de ideias tão universal quanto implacável. Uma incontestada obra-prima.
...ler menos
Breve história de quase tudo
Uma pesquisa digna de um mamute, anos de investigação e como resultado… o Big Bang, os dinossauros
ler mais..., o aquecimento global, a geologia, Einstein, os Curies, a teoria da evolução, a gasolina com chumbo, a teoria atómica, os quarks, os vulcões, os cromossomas, o carbono, os organismos ediacaranos, a descontinuiade de Moho, o ADN, Charles Darwin e um zilião de outras coisas. Em linguagem não demasiado científica, sempre clara e com as devidas anotações, o leitor é conduzido, por este autor extremamente divertido e bem informado, numa viagem através do tempo e do espaço, cujo prato forte é também revelar-nos algumas ironias do desenvolvimento científico. Esta é verdadeiramente uma obra que nos dá a sensação de ter o mundo na palma da mão.
...ler menos
Cem anos de solidão
«Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo.»
ler mais...
Com estas palavras - tão célebres já como as palavras iniciais do Dom Quixote ou do Em Busca do Tempo Perdido começam estes Cem Anos de Solidão, obra-prima da literatura contemporânea, traduzida em todas as línguas do mundo, que consagrou definitivamente Gabriel García Márquez como um dos maiores escritores do nosso tempo.
A fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações são a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do mundo inteiro.
...ler menos
Esteiros
Passam, em 2021, oitenta anos sobre a primeira edição de Esteiros, de 1941 (com capa original de Álvaro Cunhal) - um livro que marcou várias gerações de leitores
ler mais...
ao mostrar-lhes personagens que ficaram para sempre na nossa recordação, «os filhos dos homens que nunca foram meninos» (é essa a dedicatória a abrir o romance): Gaitinhas, Guedelhas, Gineto, Maquineta e Saguí. São eles os heróis anónimos de um diálogo entre o humano e a Natureza, a denúncia da injustiça e a busca de redenção, a solidariedade e a denúncia da pobreza e da penúria.
O romance, uma das referências mais emblemáticas do movimento neorrealista português, foi de leitura obrigatória nas escolas secundárias portuguesas durante duas décadas. É hoje um livro quase esquecido. No entanto, graças à sua ingenuidade, bravura e simplicidade, Esteiros é um documento marcante da história portuguesa do século xx - e deve ser relido para que não esqueçamos a fotografia amarga desses anos.
...ler menos
Factfulness : ten reasons we're wrong about the world - and why things are better than you think
Quando fazemos perguntas simples acerca de tendências globais - qual a percentagem da população mundial que vive na pobreza; qual a razão pela qual a população mundial está a aumentar; quantas raparigas completam os estudos
ler mais...
- obtemos respostas sistematicamente erradas. Tão erradas que um chimpanzé que escolhesse as respostas ao acaso faria melhor do que professores, jornalistas, investidores e laureados com o Prémio Nobel.
Neste livro, o professor de Saúde Internacional e fenómeno global das conferências TED, Hans Rosling - juntamente com os seus colaboradores de longa data, Anna e Ola -, propõe uma nova explicação radical da razão pela qual aquilo acontece.
Revelam os dez instintos que distorcem a nossa perspetiva - desde a nossa tendência para dividirmos o mundo em dois campos (em geral, uma versão do «nós e eles») até à forma como consumimos os média (onde domina o medo) e como percecionamos o progresso (acreditando que a maior parte das coisas está a piorar).
O nosso problema é não sabermos o que não sabemos, e mesmo as nossas conjeturas são determinadas por preconceitos inconscientes e previsíveis.
Afinal de contas, o mundo, com todas as suas imperfeições, está em muito melhor estado do que aquilo que poderíamos pensar. Isso não significa que não existam preocupações reais. Mas, quando nos preocupamos com tudo a todo o momento, em vez de adotarmos uma visão do mundo baseada em factos, podemos perder a nossa capacidade para nos focarmos nas coisas que mais nos ameaçam.
...ler menos
Filipa de Lencastre : a rainha que mudou Portugal
Filipa de Lencastre, mulher de uma fé inabalável, conhecida pela sua generosidade, empreendedora e determinada a mudar os usos e costumes de uma corte tão diferente da sua
ler mais...
, deu à luz, aos 28 anos, o primeiro dos seus oito filhos - a chamada Ínclita Geração, que um dia, como ela, partiria em busca de novos mundos e mudaria para sempre os destinos da nação.
Num romance baseado numa investigação histórica cuidada, Isabel Stilwell conta-nos a vida de uma das mais importantes rainhas de Portugal, desde a sua infância em Inglaterra, onde conhecemos a corte do século XIV, à sua chegada de barco a Portugal, onde somos levados numa vertigem de sentimentos e afetos, aventuras e intrigas.
...ler menos
Gente independente
Este romance de Laxness, prémio Nobel de literatura, tem lugar na Islândia, no início do século XX
ler mais...
, numa sociedade de servidão e num país com uma natureza inclemente. É a saga de Bjartur, um homem obstinado, inquebrável e inesquecível.
Bjartur vive no limiar da auto-suficiência contando apenas com a sua obstinação e força interior, rejeitando qualquer caridade em nome da independência, valor levado ao extremo das suas consequências. Vive num vale com reputação de assombrado, só confia no seu rebanho, no seu cão e no seu cavalo. Se alguém toca o seu coração é Ásta, a sua filha, mas tudo muda quando ela o desilude e magoa os seus enraizados princípios de honra...
A determinação de Bjartur e a luta pela independência são genuinamente heróicas. A sua história é épica e ao mesmo tempo trágica e bela, um romance que continua a comover gerações de leitores
...ler menos
Maus : a survivor's tale : my father bleeds history
Maus ("rato", em alemão) é a história de Vladek Spiegelman, judeu polaco sobrevivente de Auschwitz, narrada por si próprio ao filho
ler mais...
, o cartoonista Art Spiegelman. O livro é considerado um clássico contemporâneo da BD. Foi publicado em duas partes: a primeira em 1986 e a segunda em 1991. No ano seguinte, o livro ganhou o prestigioso Prémio Pulitzer de literatura.
A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica. Desde que foi lançada, tem sido objeto de estudos e análises de especialistas de diversas áreas - história, literatura, artes e psicologia. Com uma nova tradução, o livro é agora relançado com as duas partes reunidas num só volume.
Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazis ganham feições de gatos; os polacos não-judeus são porcos e os americanos, cães. Este recurso à imagética da fábula, aliado à ausência de cor, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto. Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações.
De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo da BD e da literatura em geral, e um relato histórico de valor inestimável.
...ler menos
Memórias de Adriano : seguido de apontamentos sobre as memórias de Adriano
Quando se ama a vida, eu diria sob todas as suas formas, tanto as do passado como as do presente — pela simples razão de que o passado é maioritário
ler mais...
, como diz não sei que poeta grego, sendo mais longo e mais vasto do que o presente, sobretudo este estreito presente de cada um de nós —, é normal que se leia muito. Por exemplo, durante anos li a literatura grega, às vezes de uma forma mais intensa, durante longos períodos, ou ao contrário, aqui e ali, viajando com este ou aquele filósofo ou poeta grego na bolsa. No final, reconstruí a cultura de Adriano: sabia mais ou menos o que Adriano lia, a que é que se referia, a maneira como olhava certas coisas através dos filósofos que lera. Não disse a mim própria: "Preciso de escrever sobre Adriano e informar-me acerca do que ele pensava." Julgo que nunca se chega lá desta maneira. Acho que temos de nos impregnar de um assunto por completo até que ele saia da terra, como uma planta cuidadosamente regada.»
De De Olhos Abertos — Conversas com Matthieu Galey, de Marguerite Yourcenar
...ler menos
O estrangeiro
Meursault recebe um telegrama: a mãe morreu. De regresso a casa após o funeral, enceta amizade com um vizinho de práticas duvidosas
ler mais...
s, reencontra uma antiga colega de trabalho com quem se envolve, vai à praia - até que ocorre um homicídio.
Romance estranho, desconcertante sob uma aparente singeleza estilística, em O Estrangeiro joga-se o destino de um homem perante o absurdo e questiona-se o sentido da existência. Publicado originalmente em 1942, este primeiro romance de Albert Camus foi traduzido em mais de quarenta línguas e adaptado para o cinema por Luchino Visconti em 1967, sendo indubitavelmente uma das obras-primas da literatura francesa do século XX. Esta edição foi revista de acordo com o texto fixado pelo autor.
...ler menos
O lobo das estepes
Originalmente publicado em 1929, O Lobo das Estepes continua a marcar a nossa alma como um clássico da literatura moderna.
ler mais...
Harry Haller é o lobo das estepes: selvagem, estranho, tímido e alienado da sociedade.
O seu desespero e desejo pela morte atraem-no para um submundo encantado e sombrio. Através de uma série de encontros obscuros - alternadamente românticos, bizarros e selvagens - o misantropo Haller começa gradualmente a redescobrir os sonhos perdidos da sua juventude.
Este retrato acelerado de um homem que se sente ele próprio meiohumano, meio-lobo tornou-se a bíblia da contracultura da década de 1960, capturando o humor de uma geração descontente e continua, até hoje, a ser uma história de alienação e redenção humana.
...ler menos
O nome da rosa
Um estudioso descobre casualmente a tradução francesa de um manuscrito do século XIV: o autor é um monge beneditino alemão, Adso de Melk, que narra, já em idade avançada, uma perturbante aventura da sua adolescência, vivida ao lado de um franciscano inglês, Guilherme de Baskerville.
ler mais...Estamos em 1327. Numa abadia beneditina reúnem-se os teólogos de João XXII e os do Imperador. O objecto da discussão é a pregação dos Franciscanos, que chamam a igreja à pobreza evangélica e, implicitamente, à renúncia ao poder temporal.
Guilherme de Baskerville, tendo chegado com Adso pouco antes das duas delegações, encontra-se subitamente envolvido numa verdadeira história policial. Um monge morreu misteriosamente, mas este é apenas o primeiro dos sete cadáveres que irão transtornar a comunidade durante sete dias. Guilherme recebe o encargo de investigar esses prováveis crimes. O encontro entre os teólogos fracassa, mas não a investigação do nosso Sherlock Holmes da Idade Média, atento decifrador de sinais, que através de uma série de descobertas extraordinárias, conseguira no final encontrar o culpado nos labirintos da Biblioteca.
...ler menos
Os pilares da terra
Publicado pela primeira vez em 1989, Os Pilares da Terra surpreendeu o universo editorial, tornando-se um clássico da ficção históricaPublicado pela primeira vez em 1989, Os Pilares da Terra surpreendeu o universo editorial, tornando-se um clássico da ficção histórica
ler mais...
, que continua a maravilhar leitores de todo o mundo, como só Ken Follett sabe fazer. Agora, numa edição especial e limitada, num único volume, a Editorial Presença celebra 15 anos de um dos mais importantes autores contemporâneos no seu catálogo.
Na Inglaterra do século XII, com a guerra civil como pano de fundo, Tom, um humilde pedreiro e mestre de obras, tem um sonho majestoso - construer uma imponente catedral, dotada de uma beleza sublime, digna de tocar os céus. E é na persecução desse sonho que acompanhamos Tom e a sua família e vamos encontrando um colorido mosaico de personagens que se cruzam ao longo de gerações e cujos destinos se entrelaçam de formas misteriosas e surpreendentes, capazes de alterar o curso da história: Ellen, uma mulher enigmática que vive à margem da sociedade e cujo passado esconde um segredo; Philip, prior da cidade de Kingsbridge, que vai supervisionar a construção da catedral; Aliena e Richard, ricos herdeiros destituídos das suas terras e títulos; William, o cavaleiro sem escrúpulos; e Waleran, o bispo disposto a tudo para obter o que pretende.
À medida que assistimos à edificação de uma obra única envolvendo suspense, corrupção, ambição e romance, a atmosfera autêntica do quotidiano da Europa medieval em toda a sua grandeza absorve-nos irremediavelmente, ousando desafiar os limites da nossa imaginação. Recriação magistral de um tempo de conspirações, frágeis equilíbrios de poder e violência, Os Pilares da Terra é decididamente a obra-prima de Ken Follett....ler menos
Os pilares da terra Vol.II
Chega-nos o primeiro volume 2 de um arrebatador romance histórico que se revelou ser uma obra-prima aclamada pela comunidade de leitores de vários países
ler mais...
que num verdadeiro fenómeno de passa-palavra a catapultaram para a ribalta. Originalmente publicado em 1989, veio para o nosso país em 1995, publicado por outra editora portuguesa, recuperando-o agora a Presença para dar continuidade às obras de Ken Follett. O seu estilo inconfundível de mestre do suspense denota-se no desenrolar desta história épica, tecida por intrigas, aventura e luta política. A trama centra-se no século XII, em Inglaterra, onde um pedreiro persegue o sonho de edificar uma catedral gótica, digna de tocar os céus. Em redor desta ambição soberba, o leitor vai acompanhando um quadro composto por várias personagens, colorido e rico em acção e descrição de um período da Idade Média a que não faltou emotividade, poder, vingança e traição. Conheça o trabalho de um autêntico mestre da palavra naquela que é considerada a sua obra de eleição....ler menos
Sinais de fogo
Com uma escrita que se prolongou por mais de vinte anos, interrompida apenas pela morte do autor, Sinais de Fogo é o único romance de Jorge de Sena e uma das mais importantes obras da literatura portuguesa do século xx.
ler mais...
Entre a Lisboa dos últimos tempos de liceu e a Figueira da Foz do veraneio, um jovem Jorge vê-se despertar para o amor, para a sexualidade, para a realidade política e social, num momento em que a guerra civil está prestes a eclodir em Espanha e em que em Portugal a ditadura dá os seus primeiros sinais inequívocos. E, simultaneamente, este jovem descobre-se poeta.
Romance de formação que é também o retrato de uma geração no centro da turbulência que marcou a história da Península Ibérica nos anos 30, Sinais de Fogo foi publicado, inacabado, um ano após a morte do autor, em 1979, e é considerado a obra-prima deste que é um dos nomes maiores das letras portuguesas....ler menos
Um corpo na biblioteca
Ela era jovem, loura e usava demasiada maquilhagem. O coronel Bantry e a mulher, Dolly, nunca a tinham visto antes
ler mais...... de a encontrarem morta no tapete da sua biblioteca!
Quem é ela? Como é que foi ali parar? E qual a sua relação com outra jovem assassinada, cujo cadáver será posteriormente descoberto num carro incendiado? O respeitável casal Bantry convida a pessoa mais eficiente que conhece no que a mistérios diz respeito: Miss Jane Marple.
E quando o enigma se adensa e a investigação aponta para vários suspeitos possíveis, a astuta soltierona faz jus à sua fama de implacável bisbilhoteira.
...ler menos